Sr. Hans Anton Pavlu

Homem e Motociclista

 

Vou tentar retratar um pouco sobre meu pai.

Desde pequenos eu e meus irmãos fomos influenciados pelo amor a duas rodas pelo nosso pai. Sempre nos incentivou nas bicicletas, depois nas Lambretas e enfim nas motos.

Sua história começou com uma BMW 250 CC, ai estava começando sua paixão por elas.

Isto deve ter sido mais ou menos em 1941, depois desta moto teve vários outros modelos como Jawa, Norton, devido ao seu poder econômico ia andando com o que podia.

Até que 1951 chegou sua paixão da Alemanha mandada pelo seu primo por navio uma BMW 500 acho que foi a primeira após a guerra, lembro que ela veio desmontada em uma caixa de madeira, meu pai pediu a seu amigo que mexia com bicicletas ajuda-lo a montar, após a montagem conseguiu uma nota fiscal para documentá-la.

Nesta época existia um tipo de corrida entre Campinas e Pedreira, entre amigos que corriam motos diversas HRD, Norton, BMW e outros modelos, em um mês perderam dois amigos em acidentes, foi quando minha mãe pediu para que ele vendesse a BMW, pois na época já tinha dois filhos. Vendeu e comprou uma JAWA 250.

Depois desta época veio uma época difícil e começou a ter várias Lambretas, sempre comprada com Sr. Enzo, o que era diferente sempre na entrega da Lambreta nova, ela já estava com motor mexido desde zero, sempre pelo Enzo.

Após alguns anos a situação melhorou, e lembro que quando íamos para praia, passávamos em São Paulo e no caminho tinha a DACON que era única revenda da BMW, meu pai sempre parava para a gente poder ver as motos.

Em 1971 com ajuda da minha avó Ida comprou uma BMW R75-5 zero. Que ele manteve até hoje. Após isto veio à proibição de importação.

Então ele começou a comprar motos nacionais Honda com seu Enzo, todos os modelos novos sempre eram oferecidos ao meu pai, ele teve várias inclusive a primeira CBX 750, sempre sem ágio. Também teve Yamaha.

Após a liberação da importação, sempre com aprovação da minha mãe, começou a voltar a comprar as BMW GS, seu tesão, conseguimos fazer comprar também uma BMW diferente, a K1, que também manteve com ele até o final.

Teve várias GS, nem sei quantos KM rodou, sempre com minha mãe, até que ela teve que fazer uma cirurgia em que o médico proibiu grandes viagens.

Após o falecimento da minha mãe, meu pai deu uma caída, mas tentamos tudo para ele se manter em pé, pois ela era a sua primeira paixão.

Quando chegou final de 2010, com a chegada da GS 30 anos começou uma nova batalha.

Nós filhos, netos, netas e não posso esquecer-me do Chico da MBI que fizemos de tudo para ele comprar esta moto, não sei se sabíamos que seria a ultima. CONSEGUIMOS.

Após a compra veio uma ótima reportagem do Johnny sobre a terceira idade, dedicada a meu pai. Que saudades do jornal motor de quinta feira.

Agora quero falar do que meu pai adorava seus amigos, com A maiúscula, pois todos finais de semana sempre faziam seus passeios, e todos que faziam dele um mito que sei que vai ficar para história da motocicleta. Agradeço a todos que de cada aniversário que vocês AMIGOS proporcionaram a ele, vocês não sabem a alegria que isso lhe proporcionava, obrigado.

Definir Sr. Hans é fácil: sincero, amigo, pai, marido, motociclista.

Suas paixões:

1-Lula - esposa

2-Família

3-Amigos

4-BMW

 

Desculpe se esqueci alguns fatos.

Por Fred Pavlu

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